Viver a Campanha da Fraternidade

DESTAQUE_CAMPANHA_DA_FRATERNIDADE_2016_02_05_0011A Campanha da Fraternidade, por sua natureza, tem um tempo limitado e está se encerrando. Isto não significa que o assunto tenha se esgotado e que foi resolvido. Olhando para o passado percebe-se que as campanhas proporcionaram conhecimento, criaram consciência e, principalmente, suscitaram ações.

Nesta semana tive a oportunidade de ouvir duas palestras sobre o saneamento básico. Uma proferida pelo presidente da CORSAN e outra por um especialista em Direito Ambiental. As duas confirmaram a urgência do problema e que temos muito a fazer, tanto da parte do poder público como da parte de cada pessoa. Nenhuma das partes pode-se colocar na condição de atirar a primeira pedra e de condenar a outra. Ambas as partes precisam fazer um exame de consciência, assumir a culpa e, a partir daí, somar esforços.

As responsabilidades são coletivas, porém diferenciadas. O poder público, em suas diferentes esferas (federal, estadual e municipal), tem a responsabilidade de elaborar os diferentes planos e leis; realizar as obras de infraestrutura, tratar o esgoto, recolher e reciclar o lixo.

Todos nós, cidadãos, podemos e devemos colaborar em todo este processo. Todas as atitudes contribuem, mesmo aquelas que parecem insignificantes, como: colocar lixo em lugar adequado e facilitando a reciclagem, apagar uma lâmpada numa sala vazia, consumir água racionalmente, etc…

Soma-se a estas atitudes a mudança de consumo, como escreveu o Papa São João Paulo II, em 1991, na Encíclica Centesimus Annus: A questão ecológica passa obrigatoriamente pela mudança de consumo. Hoje fala-se em consumo sustentável. É possível viver com dignidade consumindo menos e melhor.

Certamente, a Campanha da Fraternidade Ecumênica foi um tempo favorável para adquirir maiores informações, conhecer melhor o assunto. A CFE proporcionou debates e despertou ações, mudanças de hábitos e de consumo. Que fique ressoando em nossa consciência, como um refrão musical, o lema: Casa comum, nossa responsabilidade.

Dom Rodolfo Luis Weber
Arcebispo de Passo Fundo (RS)

Fonte: cnbb.org.br